Acompanhamento terapêutico TEA e educação

Acompanhamento terapêutico TEA e educação

O acompanhamento terapêutico escolar (ATE) é uma prática que tem sido utilizada no processo de inclusão escolar de crianças com necessidades educativas e especiais. O trabalho do acompanhante consiste em estar com a criança dentro e fora da sala de aula, sempre buscando integrá-la ao grupo e levá-la a um envolvimento com as atividades propostas pelo professor, observando e respeitando seus limites e suas potencialidades.

O acompanhante precisa trabalhar descobrindo o universo da criança e, com isso, construir condições para que ela possa frequentar a escola e aproveitar esse momento de modo particular. O papel do acompanhante, a rigor, é auxiliar as crianças com dificuldades severas, como o autismo, atuando como mediador e facilitador do processo de inclusão.

O trabalho do acompanhante terapêutico escolar se dá sobre uma criança com dificuldades de diversas ordens, principalmente simbólicas, e se orienta para a emergência, retomada e fortalecimento do sujeito. O acompanhante trabalha e intervém "entre" o pedagógico/educativo e o terapêutico, tecendo articulações possíveis na direção das estratégias inclusivas e no processo de constituição subjetiva.

Desta forma, o acompanhante trabalha em um lugar "entre" a criança e a escola e, em alguns casos, "entre" a criança e a família. Há um investimento na possibilidade da criação de vínculos com as outras crianças e com a professora; e busca-se ajudar a criança a permanecer na sala o máximo de tempo possível, convidando-a incessantemente para as atividades propostas, aproveitando e significando as suas iniciativas, envolvendo-a em um contexto social e educacional.

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